Corrente do Bem


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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

CROMOTERAPIA - Luzes do bem


Feixes de luz coloridos influenciam seu estado de espírito e, segundo a cromoterapia, podem melhorar seu ânimo e beneficiar sua saúde. Vivemos, o tempo todo, sob o efeito da combinação da dupla luz e cor - até mesmo sem perceber. Num dia cinzento, por exemplo, podemos nos sentir deprimidos e desanimados. Já um céu luminoso de verão tem o poder de nos deixar alegres e de bem com a vida. Dentro de casa, o efeito das cores também pode ser sentido. Um abajur com luz azul ajuda a embalar o sono do bebê, enquanto lâmpadas vermelhas estimulam a paixão e a excitação sexual. Essas vibrações energéticas de luzes coloridas são empregadas pela cromoterapia para restaurar a vitalidade e promover o equilíbrio físico, emocional e mental.
Centros energéticos
A cromoterapia já era usada no antigo Egito, quando doentes eram expostos ao sol cobertos com panos de várias cores. Mas a Índia é considerada pelos especialistas em cromoterapia como o berço dessa técnica. É de lá que vem a teoria dos chacras, rodamoinhos de energia situados ao longo do corpo, conceito que dá base à cromoterapia. “Os indianos dizem que, quanto mais saudável e equilibrada está a pessoa, mais luminosas e vibrantes são as cores que seus chacras irradiam”, diz Carla Montalto, cromoterapeuta de São Paulo. Cada um dos sete centros correspondem a cada uma das sete cores do arco-íris. Segundo os princípios da dessa técnica, estar na presença da cor relacionada a qualquer um dos chacras pode ajudar a restaurar seu equilíbrio e estimular a saúde.
Para ativar a força vital
No Brasil, a cromoterapia é aplicada em muitos centros baseados no espiritismo kardecista, doutrina criada por Allan Kardec, pedagogo francês do século 19. Eles a usam para estimular a força vital e harmonizar os estados emocionais. Durante os passes, os médiuns mentalizam e projetam diferentes cores sobre os doentes, segundo suas necessidades. “Após esse tratamento, o paciente é enviado a salas iluminadas com cores específicas para cada caso”, explica Jonas Pinheiro, presidente da Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro, em São Paulo.
A técnica terapêutica mais utilizada pela cromoterapia, tanto nos centros espíritas como nos consultórios, é o banho de luz com lâmpadas coloridas ou cobertas com papel celofane. Nas sessões, o foco de luz é direcionado para uma parte do corpo, com a intenção de cura, e fica apenas por poucos minutos. “Tonalidades quentes, como vermelho, laranja e amarelo, são indicadas para desintoxicar e estimular”, diz a cromoterapeuta Carla Montalto. Tons frios, como azul e violeta, reduzem o ritmo das funções corporais. “São utilizados como coadjuvantes nos tratamentos para febres e inflamações”, explica a especialista.
As cores também podem ser usadas nos ambiente por meio de lâmpadas e luminárias. Essa utilização tem uma vantagem: como o foco não está dirigido para uma parte do corpo, as luzes podem permanecer acesas por mais tempo. Como funcionam as cores: Veja agora como elas podem beneficiar sua vida, segundo a teoria indiana dos chacras.

Vermelho (chacra básico) - Dá capacidade de realização e vigor.
Laranja (segundo chacra) - Estimula a alegria e otimismo.
Amarelo (chacra do plexo solar) - Ativa o centro mental e aumenta o poder pessoal.
Verde (chacra cardíaco) - Equilibra a força vital e acalma.
Rosa (chacra cardíaco) - Incentiva o amor, o carinho e a ternura.
Azul-claro (chacra da garganta) - Facilita a auto-expressão e tranqüiliza.
Índigo (chacra do terceiro olho) - Atua na criatividade, promove a intuição e estimula a memória.
Violeta (chacra da coroa) - Purifica e aumenta a conexão espiritual.
Texto: Wilson F. Weigl e Liane Camargo de Almeida Alves



Respiraçõs Conectadas


Aqui vão alguns exercícios simples, porém muito eficazes. São chamados de Respirações Conectadas e foram divulgadas por Leonard Orr quando esteve no Brasil. Você pode escolher um deles e fazê-lo diversas vezes ao dia ou fazer todos eles em seqüência. Sinta-se à vontade para experimentar.
1. Inspire e expire pelo nariz. Faça 4 respirações curtas seguidas de 1 profunda. Repetir 4 vezes esse pequeno ciclo completando assim as 20 Respirações Conectadas. Fazer esse ritmo respiratório uma ou duas vezes ao dia nos leva, dentro de um ano, a plena consciência da respiração.

2. Faça 20 Respirações Conectadas (idem ao exercício anterior), mantendo a língua entre os dentes com os lábios fechados, respirando pelo nariz. Essa respiração ajuda a aliviar a raiva e também é recomendada às pessoas que têm bruxismo (ranger de dentes durante o sono).

3. Faça 20 Respirações Conectadas, porém agora com a boca bem aberta, respirando sempre por ela. Essa respiração traz à tona sentimentos reprimidos.

4. Faça 20 Respirações Conectadas, com a boca bem aberta, porém respirando pelo nariz. Essa uma forma eficaz de eliminar energia estagnada do corpo e da mente.

5. Faça 20 Respirações Conectadas sem ruído - vinte ou mais respirações, inspirando e expirando tão suavemente quanto possível, de forma que o ar não faça ruído algum ao entrar ou sair das fossas nasais. Essa respiração é ótima para meditar e perceber o fluir da energia no corpo, assim como o fluir da respiração.

6. Faça 20 Respirações Conectadas - pelo nariz, mudando o ciclo para 9 respirações curtas e 1 profunda. Repita esse circuito duas vezes. Essa respiração ajuda a sair da letargia.

7. Respire de forma livre, mas sempre conectando a inspiração com a expiração (sem pausas entre elas). Essa é chamada de Respiração Intuitiva e você deve fazê-la da forma que se sentir mais natural. Deixe que o padrão da sua respiração seja guiado pela sua intuição e aproveite para observar todas as partes do seu corpo que estão envolvidas nesse processo.


O clarão é Deus - MAITÊ PROENÇA


Deus surgiu na minha vida aos 6 anos de idade, e chegou junto com o pecado. Filha de pais ateus, até então, eu não havia sido apresentada a uma coisa nem outra. Um dia colocaram-me num colégio de freiras no qual rapidamente fui atualizada sobre essas questões importantes da vida. Ali aprendi que
algumas faltas eram mais graves que outras. Matar, por exemplo. Mas eu nunca matei ninguém... Ah, é? E, quando você caminha, o que acontece com todas aquelas formigas que vão sendo pisoteadas? Assustada, passei meses andando de cabeça baixa para evitar tamanho pecado. Trocaram-me de colégio.
Passou-se um ano, e surgiu o assunto da primeira comunhão. Você não vai fazer? Não sei, o que é isso? É para Deus te perdoar dos pecados. Ahn... Em casa, minha mãe tirava dúvidas a sua maneira: Deus é como Papai Noel, só existe para quem acredita nele. E ela sabia que eu já não acreditava. Assim, pulamos a primeira comunhão. Aí minha mãe morreu, meu pai pirou, e por coincidência fui parar numa hospedaria para filhos de missionários luteranos americanos, espalhados pelo Brasil. Ali rezava-se antes de cada refeição, e, à noite, por uma hora de fervor, cantavam-se hinos de louvor a Cristo. Éramos 30 meninas e meninos, de 5 a 18 anos, cuidados por um casal que viera de Minnesota com a missão de manter a fé daqueles pirralhos custasse o que custasse. Meu caso deu certo trabalho. Eu não fazia parte da turma, não tinha fé alguma, e era imprescindível integrar-me às crianças cristãs antes que elas se integrassem a meus modos pagãos. Acontece que aquela gente era muito boa, e eu andava numa carência infinita. Então, com o amor que me dedicaram, demorou pouco para que eu me bandeasse de armas e bagagem, pensamentos e espírito para onde a seta luterana apontava. Assim, aos 14 anos, passei a viajar pelo Brasil uma vez por mês, dando testemunhos de minha conversão a Jesus em igrejas protestantes espalhadas pelo país. Aos 16, cansei dessa vida, discuti com o responsável da hospedaria e fui bater na porta de uma igreja. Católica. Você é padre, não é? Pois eu sou órfã, e não tenho onde morar. Padre Xico me convidou para morar na torre da igreja, e ali me instalei por um par de anos. No térreo ficava a sala de estar. O sacerdote morava no 1o andar, o segundo piso servia para hospedar bispos e monsenhores, e no terceiro ficava meu quarto. Certa vez aconteceu um show do Vinicius e Toquinho na cidade, e eu fui conferir. Ao final do espetáculo, fui cumprimentar os artistas, e Toquinho se ofereceu para me levar em casa.
Quando pedi que estacionasse na porta da igreja, o moço não entendeu nada. Você mora com o padre? Moro. E você dá para o padre? Não, o padre é casto, e eu sou virgem - não dou para ninguém. As segundas intenções que levaram Toquinho a me acompanhar, tão gentilmente, até minha casa morreram ali. Anos depois, já atriz, eu contei essa história para ele, e ambos demos boas risadas.
A vida foi seguindo. Levou-me para a Europa, e dali para a Ásia, numa peregrinação que durou dois anos. Eu ia a pé, de carona, como desse - e ia conhecendo bem a gente local. Quando se viaja pobre, precisa-se das pessoas, da generosidade delas, de suas gentilezas. Nessa troca diária em que eu também tinha de estar disponível, conheci muita gente boa e simples. E gente simples tem religião. Pelas pessoas, e não por interesse em suas crenças, fui novamente levada a Deus. Agora Ele ganhava várias faces, e as formas de louvá-Lo eram múltiplas e sempre muito fervorosas. Assim, fui percebendo que Deus não dava a mínima se a gente queria chamá-lo de Buda, Maomé, Oxalá ou Jesus. Deus não cabia numa caixinha,
nem na minha compreensão, e isso de certa forma me confortava. Então, quando mais tarde a vida apertou e minhas pessoas começaram a morrer muito pela segunda vez - amigos, meu pai e meu irmão se mataram - e minha solidão precisava de um amor sobrenatural para sará-la, lembrei de Deus, e fui procurá-lo. Quando encontrei, Ele era um Deus maduro e generoso, que me curou por inteiro, e, como que para me separar definitivamente de todo mal, ainda me deu uma filha de presente. Eu que tentava havia dez anos, sem nenhum problema físico, só consegui engravidar quando virei uma pessoa completa, ou seja, de espiritualidade plena. Não vou contar, porque não cabe aqui, como se deram os milagres de minha vida, mas esse de minha filha aconteceu exatamente nessas circunstâncias. O Deus que hoje reconheço tem a face feminina, é doce, tolerante, compreensivo e infinitamente bom. É Ele quem me orienta e me encaminha todos os dias em cada momento. Olhando para trás e lembrando de tantas ocasiões em que poderia ter desistido de tudo, mas não o fiz, percebo que sempre houve um clarão ao fim de cada túnel, e que essa luz dava sentido a todos os aspectos de minha caminhada. Antes, apenas, eu não sabia que a luz tinha um nome. Hoje eu sei.(Revista Época nº 397)


HISTÓRIA DO ESPIRITISMO


Grupo Espírita Corrente do Bem



Ao falarmos sobre História do Espiritismo, devemos diferenciar os fatos espíritas do Espiritismo propriamente dito. Os fenômenos espíritas aconteceram em todas as épocas da Humanidade. No livro do Velho Testamento, encontramos inumeráveis casos de prática mediúnica, obsessão, curas, que se naquele instante foram tidos como sobrenaturais, hoje, à luz da doutrina consoladora, são explicados com muita tranqüilidade. Por isso, quando falamos em história do Espiritismo, queremos falar daquele instante em que Arthur Conan Doyle nos afirma ter havido uma invasão das entidades desencarnadas. O fato mais marcante deste período é sem dúvida o episódio de Hydesville, mas antes gostaríamos de citar dois médiuns maravilhosos que foram Emanuel Swedenborg e Andrew Jackson Davis, que tiveram importante atuação como precursores do Espiritismo.

O primeiro foi um sábio sueco que viveu no século XVIII, e que em suas incursões pela espiritualidade, nos antecipa o mundo que mais tarde Allan Kardec iria metodicamente estudar. O segundo, Jackson Davis, foi um excepcional médium americano contemporâneo das irmãs Fox. Dono de uma grande força profética, tem em seu currículo as profecias detalhadas que fez antes de 1856 do automóvel e da máquina de escrever.
O próprio aparecimento do Espiritismo foi por ele previsto nos seus Princípios da Natureza, publicados em 1847, onde ele diz: É verdade que os Espíritos se comunicam entre si, quando um está no corpo e outro em esferas mais altas, e, também, quando uma pessoa em seu corpo é inconsciente do influxo e, assim, não se pode convencer do fato. Não levará muito tempo para que essa verdade se apresente como viva demonstração. E o mundo saudará com alegria o surgimento dessa era, ao mesmo tempo que o íntimo dos homens será aberto e estabelecida a comunicação espírita, tal qual a desfrutam os habitantes de Marte, Júpiter e Saturno.

Hydesville

O episódio de Hydesville, vilarejo situado próximo à cidade de Rochester, no condado de Wayne, nos Estados Unidos, passou à história como um marco do Espiritismo.
Numa tosca cabana residia uma família protestante composta por John Fox, sua mulher Margareth e as filhas menores Margareth e Catherine (Kate).
Nessa modesta residência, se verificaram fatos estranhos que alarmaram seus moradores e toda a vizinhança: ruídos, pancadas, batidas, punham todos em desassossego. Ninguém descobria sua origem. As filhas do casal Fox, Margareth e Kate, no dia 31 de Março de 1848 quando as pancadas (em inglês chamadas raps) se tornaram mais persistentes e fortes, resolveram desafiar o mistério travando um diálogo com o que todos julgavam fosse o diabo. O batedor invisível contou sua história: Chamava-se Charles Rosma, fora um vendedor ambulante hospedado naquela casa pelo casal Bell (antigos moradores), que ali o assassinaram para roubar-lhe a mercadoria e o dinheiro que trazia . Seu corpo fora sepultado no porão.

Graças ao depoimento de Lucrécia Pelves, criada dos Bell, Fox e outros desceram à adega, onde cavaram, encontrando tábuas, alcatrão, cal e cabelos humanos, bem como utensílios do mascate. Seu corpo, todavia, só apareceu em 1904 (56 anos depois), quando uma parede da casa ruiu, deixando descoberto o esqueleto do morto. Assim, os fatos vieram confirmar a estranha denúncia de um morto, que saía das trevas para relatar a ação criminosa de que fora vítima, havia anos. Entretanto é preciso considerar o episódio em suas verdadeiras finalidades: É para unir a humanidade e convencer as mentes céticas da imortalidade da alma, disseram os espíritos; era de fato o início de um movimento de caráter quase universal tendente a despertar a humanidade para a vida espiritual, que seria revelada, pouco depois, pela codificação Espírita, tarefa gigantesca a ser realizada pelo grande missionário Allan Kardec.
Como queriam os espíritos, o acontecimento repercutiria na Europa, despertando as consciências e, ao lado dos fenômenos das Mesas Girantes¿, prepararia o advento do Espiritismo. Paralelamente ao episódio das irmãs Fox, a Europa e também os Estados Unidos puderam observar outros fenômenos de causa até então desconhecida. Eram pancadas, ruídos e movimentos de objetos, a partir da influência de certas pessoas, designadas Médiuns, que podiam de alguma sorte provocá-los à vontade, o que permitiu repetir-se as experiências.

Serviu-se, para isso, sobretudo, de mesas; não que fosse esse o único objeto possível a dar condições a tais fenômenos, mas por seu caráter de comodidade e de facilidade para se assentar à sua volta. Obteve-se, dessa maneira, a rotação da mesa, em seguida de movimentos em todos os sentidos, erguimentos, pancadas com violência, etc. Até então, os fatos eram explicados somente por uma suposta ação magnética ou de uma corrente elétrica, mas não tardou a se reconhecer nesses fenômenos, efeitos inteligentes, porque o movimento obedecia a uma vontade; a mesa se dirigia à direita ou à esquerda, sobre um ou dois pés, batendo o número de pancadas convencionadas para a obtenção de respostas , etc. Desde então ficou evidente que a causa não era puramente física, e segundo o axioma: todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente, concluiu-se A princípio pensou-se que a natureza desta inteligência seria um reflexo da própria inteligência do médium ou dos assistentes, mas estudos posteriores revelaram a impossibilidade destas afirmativas. Foi demonstrado pelos próprios Espíritos que ninguém mais eram, que homens que já não viviam sob a roupagem física deste planeta; que a matéria poderia ser influenciada por eles, usando fluidos fornecidos pelos médiuns, gerando assim as manifestações físicas e inteligentes. As comunicações por pancadas eram lentas e incompletas; reconheceu-se que adaptando-se um lápis a uma cesta ou a uma prancheta ou a outro objeto qualquer sob o qual colocavam-se os dedos, esse objeto se punha em movimento e traçava caracteres. Mais tarde, certificou-se que esses objetos não eram senão acessórios os quais podia-se dispensar. A experiência demonstrou que o espírito agindo sobre um corpo inerte para dirigi-lo à vontade, poderia agir do mesmo modo sobre o braço ou a mão, a fim de conduzir o lápis.
Desde este momento, as comunicações não tiveram mais limites e a troca de idéias pôde ser feita com tanta rapidez e desenvolvimento quanto entre os vivos. Era um vasto campo aberto à exploração, à descoberta de um mundo novo: O mundo dos Espíritos.




Grupo Espírita Corrente do Bem
Trabalhos desenvolvidos aos sábados na Casa de Oração


Ao longo destes oito anos os trabalhos foram desenvolvidos, como foi dito, sob a responsabilidade do coordenador espiritual: Yazuyky Nakagouchy - Naka. Estes passaram por um processo evolutivo que se configuraram nas diferentes fases e no envolvimento de diferentes equipes espirituais que foram se incorporando, de acordo com as características específicas de cada fase.



Fase 1: Toque (massoterapia)

Esta fase, presente no início dos trabalhos, se caracterizou como: massoterapia. Os médiuns, sob a orientação de Naka, realizavam toques e massagens nos pacientes. Era dado um destaque para a massagem nos pés - reflexologia. Durante o processo, eram utilizados óleos ou outros remédios preparados à base de folhas, raízes, argila e outros produtos indicados pela equipe espiritual. Ao nível espiritual participavam dos trabalhos uma equipe espiritual de enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos fisiatras, fisioterapeutas e de outras áreas relacionadas, além da Irmã Iara e de orientais. A Fitoterapia, ou a medicina com uso de plantas, ervas e raízes, era apoiada pela equipe de índios, caboclos e pretos velhos. A certa altura dos trabalhos de massoterapia, foi solicitada a participação do espírito João Baptista da Silva Xavier.

As sessões eram realizadas em quatro sábados seguidos sendo que eram dadas orientações sobre remédios a serem utilizados e dietas a serem seguidas durante as semanas de tratamento.

A importância de deste trabalho se configura se consideramos que a nossa história de vida está escrita em nosso corpo. Costumamos considerar que a nossa memória está apenas no cérebro, mas a cada dia a ciência demonstra que em cada célula contém um registro preciso de nossa totalidade. Assim, o toque, que é uma das formas mais primárias de contato, conhecimento e comunicação, através da massagem tem a capacidade de poder ampliar a nossa consciência corporal e permitir com isto que se dissolvam nossas tensões musculares crônicas e superficiais, levando-nos a: relaxar, nos integrarmos e ampliar nossa capacidade de viver..

Estudiosos afirmam que os toques massoterapêuticos facilitam o estabelecimento dos vínculos afetivos, melhoram o humor e a auto confiança, aumentam a energia, a vitalidade e a capacidade de realização. Podem impulsionar mudanças significativas nas nossas vidas, pois quando uma área ou um ponto, onde a energia está bloqueada é tocada, além de ser chamado a atenção para ela, ajuda-se o bloqueio a se dissolver. Na medida que normaliza o fluxo energético, esse trabalho tra


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Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

Fernando de Carvalho Luz é considerado o maior cirurgião do seu tempo


Em 1924, quando tinha 8 anos, Fernando adorava a casa do tio, irmão do seu pai, o médico Fernando Luz, um dos mais queridos e famosos cirurgiões da Bahia, de quem herdou o nome e também a vocação. Além das brincadeiras com os primos, encantava-o determinado cômodo da casa onde o médico costumava guardar o material para operações.
Naquela época os hospitais atendiam apenas os indigentes. Os doentes em melhor situação financeira eram operados nas suas residências, ou nas pensões em que se hospedavam quando vinham do interior do Estado. Escolhia-se para isto um cômodo que pudesse ser isolado dos demais da casa, e o cirurgião levava a mesa de cirurgia, bandejas e cubas já flambadas com álcool, prontas para receberem o instrumental cirúrgico.
Este material era previamente autoclavado, juntamente com as capas, gorros, máscaras, compressas, campas e luvas. A esterilização de todo o material era feita em estufas e autoclaves em dependências da residência do “doutor”. Foi vendo o tio trabalhar – “ele era médico da nossa família e atendia casos até de dor de dente” – que Fernandinho cresceu. Entrou para a Faculdade de Medicina da Bahia aos 15 anos de idade, formando-se aos 21. Entre os seus mestres esteve o seu tio, de quem guardava excelentes recordações e em cujo exemplo procurou se inspirar.
Fernando Freire de Carvalho Luz, o sobrinho, escolheu a cirurgia para seguir e lembrar o seu tio como professor: “Os métodos de ensino utilizados por Fernando Luz eram de uma objetividade e simplicidade admiráveis para uma época em que predominavam aulas magistrais caracterizadas por arroubos de oratória e erudição livrescas”, enfatizava.
Antes, porém, de decidir-se no que iria especializar-se, Carvalho Luz chegou a interressar-se pela microbiologia, tendo sido inclusive convidado pelo professor Couto Maia, catedrático daquela cadeira, para tornar-se interno do hospital dirigido por ele. Desistiu, impressionado com as intervenções cirúrgicas executadas com maestria por Fernando Luz no Hospital Santa Isabel, um dos primeiros construídos em Salvador.
Justa homenagem, Fernando Luz é considerado o maior cirurgião do seu tempo. Dono de grande perícia e elevado poder de concentração, durante as cirurgias não admitia que seus auxiliares pronunciassem uma só palavra que não fosse relacionada à intervenção. As operações que realizou são até hoje consideradas de Altas Cirurgias, como colectomias, gastrectomias, histerectomias, mastectomias radicais, osteossínteses da fêmur e muitas outras.
- Nas segundas feiras, na saída de aula do Hospital Santa Isabel – lembra Carvalho Luz -, ele apresentava aos alunos o diagnóstico do paciente a ser operado por ele logo em seguida. As quintas, no Ambulatório Augusto Viana, hoje sede da Reitoria da Universidade Federal da Bahia, expunha aos estudantes casos selecionados, realizando frequentemente pequenas cirurgias sob anestesia local. Os estudos no Exterior – Aliás, anestesia era uma coisa muito séria naquela época. O próprio Carvalho Luz foi conhecer a anestesia intravenosa em 1942, quando foi para os Estados Unidos como bolsista da Universidade de Columbia, durante a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, na ocasião, a anestesia era aplicada pelos estudantes através da “máscara de Ombredane”, que continha uma mistura de éter e clorofórmio, chamada de Bazofórmio. Doutor Carvalho Luz se divertia com as lembranças e contava que “o pessoal se agitava e depois perdia a consciência”, aliando às reminiscências um comentário que não agradaria aos anestesistas de hoje. “Não sei se naquele tempo morria mais gente do que agora”.
O cirurgião Fernando Luz realizou vários estudos no Exterior. Em 1921, aos 35 anos ele fez uma viagem de estudos à Europa e em 1923 foi aos Estados Unidos, sonho de todo médico brasileiro. Com base em suas experiências, escreveu 58 monografias, publicadas em revistas científicas e apresentou 29 comunicações nas sociedades médicas. Em 1936, foi condecorado com a insígnia da Cruz Vermelha da Alemanha pelos serviços prestados à colônia alemã na Bahia, e também com a Comenda da Ordem de Benemerência do governo de Portugal, pelos serviços prestados à colônia portuguesa.
- Não encontrei jamais alguém dotado de vocação médica igual a ele. Nasceu para ser médico e dedicou-se à sua profissão com afinco, entusiasmo e determinação. Foi modelo perfeito de cirurgião e médico de família. Não freqüentava clubes e costumava demorar-se pouco nos eventos sociais. Os domingos e feriados eram para ele dias de trabalho. Jamais denotava sinais de cansaço ou de impaciência. Leitor assíduo dos exemplares de revistas nacionais, francesas e americanas, mantinha-se sempre atualizado com os progressos da cirurgia.
Possuidor de admirável capacidade de trabalho, jamais se deixava abater pelo desânimo, mesmo quando enfrentava as mais difíceis e dramáticas situações. Era ele próprio quem iniciava a cirurgia, com incisão cutânea, e só descansava depois do último ponto de sutura. Morreu aos 56 anos, no dia 2 de fevereiro, de parada cardíaca, após ter salvado a vida de um paciente numa cirurgia de baço extremamente delicada.



MEDICINA DO ALÉM



GRUPO ESPÍRITA CORRENTE DO BEM - ESTUDANDO O LIVRO - MEDICINA DO ALÉM
ESPÍRITO ISMAEL ALONSO - PSICOFONIA DE JOÃO BERBEL

Os Médicos do Além.
A cura celestial descendo a Terra
.

Considerando o aspecto evolutivo da dor, que poderia elucidar sobre o impacto da cirurgia espiritual nas pessoas?

Estamos neste mundo sempre buscando algo que nos dê um esclarecimento maior, como este livro que estamos desenvolvendo, tratando da cura espiritual, da energia que vem do Espaço à procura da energia da Terra, sob a força do espírito.
Nessa comunhão faz-se com que a matéria, que aí está prejudicada pela enfermidade, receba as vibrações benéficas para alívio dos males.
A intenção que nos move é tentar limitar o sofrimento da humanidade, fazendo com que o homem se aprimore no campo da medicina, em que ele vem se aplicando também com muito amor e carinho. Mas temos o homem enfrentando a vida, enfrentando a si mesmo. Ao lado do serviço material, muitas vezes bate a enfermidade às suas portas, fazendo com que se melhore, aprendendo, através do sofrimento, que lá em cima existe um Deus, que somos todos imortais e que cada vez mais precisamos de algo mais perfeito.
Por tais razões é que encontramos pessoas que caminham pela crosta da Terra com a enfermidade atingindo o seu corpo para lapidar-lhes o espírito, levando-as a uma quase compulsória reforma moral na intimidade de sua consciência.
Vemos mais freqüentemente o homem terrestre lutando somente por bens materiais, sem tempo ou sem vontade para se lembrar de Deus e do Mundo do Espírito.
Aí a razão da enfermidade, fazendo com o que o homem se desperte à existência de algo mais além da matéria. E então procura-se na medicina convencional e alternativa, mas nada se consegue, porque a trivial ciência de curar ainda está longe de entender as diretrizes do espírito, as correntes fluídicas que se abatem sobre as criaturas, deixando-as perdidas, muitas vezes caídas irremediavelmente sobre um leito de dor e angústia.
Assim ocorrendo, esgotam-se todos os princípios e recursos da medicina terrestre, fazendo com que o homem vá à busca da medicinal celestial, encontrando nesta aquilo que foi buscar e de que tinha necessidade à continuidade da vida.
Vemos as enfermidades arrasando as criaturas, colocando-as em situações difíceis. E vem a reflexão sobre as causas disso, o embate entre os efeitos espirituais da própria vida. A vida material entra em choque, perde a supremacia. E o homem muito dificilmente vem aprender a lição do Cristo:
Não só de pão vive o homem!
Precisa então o homem buscar na força das religiões o pão espiritual, que às vezes se lhe mostra muito distante, de tal maneira que não aprendeu ainda a qualificação de si próprio para colocá-la cristãmente à semelhança do seu irmão Sim, pensamos às vezes em auxiliar o semelhante, mas não achamos tempo para fazê-lo. E tantas vezes será nessas circunstâncias que cairemos, porque vem inesperadamente a enfermidade a nos derrubar, colocando-nos em desvantagem perante a matéria. Servirá isto de bom exemplo a que tiremos o aprimoramento, fazendo com que o nosso as informações cerebrais, administrando os centros de força. E numa conjunção energética o corpo desloca-se de um lado a outro.
Às vezes, quando esses pequenos receptores de energia deixam de recebê-la, entram em pane e fraquejam nas suas funções. Aí as células deixarão de estar interligadas ao sistema de informações, surgindo uma enfermidade, um câncer talvez. Mas o espírito se sensibiliza com as informações emanadas por essa energia quintessenciada: é o princípio inteligente, o princípio que pensa e que transmite informações ao corpo através da estação geradora chamada cérebro.
Muitas vezes enfermidades sutis, incidindo nesse sistema, não são detectadas em nenhum exame laboratorial terrestre. Desespera-se com a eclosão de uma enfermidade não identificada. E fora apenas um receptor de força que entrara em curto-circuito e deixara de receber informações e energia.
Ora, ai é que entra em cena a cirurgia do espírito. Intervém um irmão espiritual, retira aquele fuzível queimado e, com o centro de força novamente ativado, através da imediata desintegração das células enfermadas ou cancerígenas, deixa o corpo a matéria doente que estava sendo prejudicada por um centro energético desarticulado. Toda a moléstia se desfaz então. Em comunhão com o Mundo Espiritual, aquelas células, modificadas pela ação anômala do censor, vão recebendo de novo toda a energia normalizada, formando-se uma nova cadeia de força, regenerando a vida.
Assim é que age-se na cirurgia espiritual, onde os espíritos se valem dos médiuns, portadores da energia do efeito físico, do fluido magnético em grande escala, fazendo com que proceda-se um conserto nessa máquina chamada corpo material, a qual, se é uma coisa muito complicada aos olhos dos homens, para a Espiritualidade é uma coisa simples e frágil, de facílimo reparo em seus desarranjos.



JESUS E SEU TEMPO


Como era a Palestina quando Ele passou pela Terra?
Relatos de estudiosos mostram aspectos
de uma sociedade oprimida por Roma

P/ CLEIDIANA RAMOS - Artigo publicado no Jornal A TARDE

A história do ocidente não pode ignorar Jesus Cristo. Os fatos que cercaram sua vida e morte influenciaram profundamente a arte, música, literatura e a história do nosso mundo, a tal ponto que o tempo é contado como antes (a.C) e depois dele (d.C). Mas ainda se sabe muito pouco sobre esse homem.
O conhecimento sobre o seu tempo é uma das ferramentas que ajudam a entender o que ele representou, fez e falou.
O que se sabe sobre Jesus está compilado em 27 livros que a Igreja reconhece como oficiais. Desse total, quatro são espécies de biografias, chamadas evangelhos, Existem também os apócrifos (relatos não reconhecidos pelos cristãos de hoje). Além disso, a literatura e o cinema contemporâneos produziram diversos produtos, tentando desvendar a natureza religiosa, mas também humana do Cristo. Um pouco do que se conhece sobre o mundo em que Jesus viveu, o ano 1 da nossa era, ¬¬e que tem fascinado desde arqueólogos até historiadores torna mais fácil compreender por que esse homem mexeu e continua
mexendo tanto com o imaginário não apenas dos seus seguidores.



A TERRA
Jesus nasceu no que hoje conhecemos como Palestina. A área de 20 mil km2, com 240 km de compri¬mento e máximo de 85 km de largura corresponderia ao tamanho do Estado de Sergipe. Era cercada ao lado oeste pelo Mar Mediterrâneo e a leste pelo Rio Jordão. Mas, na época de Jesus, essa denominação Palestina não era co¬nhecida. "Ela só passaria a ser chama¬da assim no ano 135", explica irmã Ju¬dite Mayer, biblista, nome dado aos es¬pecialistas em Bíblia, professora do Instituto de Teologia da Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e religio¬sa da congregação Nossa Senhora de Sion. Essa área pertencia ao Império Romano, que englobava, dentre outras áreas, a Galiléia, Samaria e Judéia.

NACIONALIDADE
Jesus, de acordo com os evangelhos, nasceu em Belém, mas cresceu na Galiléia, em Na¬zaré. Esses dois fatos são extrema¬mente importantes. O nascimento em Belém reforça a sua condição de mes¬sias, um chefe político e religioso, que era esperado pelos judeus para libertá¬-los da opressão romana. Segundo as profecias, essa pequena cidade era a escolhida para ser o berço desse libertador. Já ter vivido na Galiléia, vizinha da Décapole, um conglomerado de dez cidades de origem grega, de¬monstra que ele teve contato com uma realidade bem diversificada. "O cris¬tianismo é uma religião que nasce num meio plural", completa a biblista.

Como foi sua vida?
O Novo Testamento dá conta do nascimento de Jesus e, depois, a partir dos 30 anos. Parece até que sua juventude não existiu. Só os evangelhos apócrifos (não oficiais) falam deste período da vida de Cristo. Não se sabe, ao certo, se ele teve irmãos. Marcos diz que sim: Santiago, José, Judas e Simão. Cita também mulheres, mas não dá os nomes, provavelmente porque mulher, naquele tempo, não tinha vez. Sabe-se, também, que seguiu a profissão do pai: carpinteiro ou pedreiro. Por esse motivo, deve ter sido pobre. Ninguém sugere, nos evangelhos, se ele sabia ler ou escrever. Porém, no episódio da mulher adúltera, ele escreve na areia com os dedos. Mas conhecia bem as escrituras
e, com certeza, sabia comunicar-se muito bem. Não se diz, também, se foi casado. Mas é fato, de acordo com vários episódios dos evangelhos, que defendeu muitas mulheres, coisa incomum para a época.
Ele era mesmo branco?
Nada se diz sobre a aparência física de Jesus nos evangelhos canônicos. Do Santo Sudário, que se acredita ter envolvido o corpo de Cristo depois da morte, nada se prova. A imagem que reina no imaginário vem dos artistas que o representaram em suas obras ao longo do tempo. Por sua vez, essas representações são reflexos dos momentos da história. As imagens pintadas nos primeiros sé¬culos, IV ou V, mostram um Jesus enorme e forte. Já na Idade Média, quando a Igreja propagou a idéia de "povo sofrido", Cristo aparece crucificado, com expressão triste e corpo mediano. Há uma corrente que defen¬de que Jesus era como um judeu de seu tem¬po, isso significa que não era branco nem louro. Mas havia gente clara lá, embora não predominassem. O que os evangelhos dizem é que Jesus vestia túnicas, calçava sandá¬lias e usava cajado. Segundo diz monsenhor Ademar Dantas, o historiador romano Flávio José o descreve como ho¬mem alto, com barbas e cabelos longos, parti¬dos ao meio.
Como apareceu o N ovo Testamento?
Na verdade, o Novo Testamento foi instituído pela Igreja. Porque existem mais de 100 evangelhos não oficiais, chamados de apócrifos. Mas por que foram os de Mateus, Marcos, Lucas e João os escolhidos? Segundo narra Arias, tudo foi decidido durante o Concílio de Nicéia, no ano 325. Ele explica que, segundo foi registrado no livro "Libelus syndicus", graças a um milagre, na presença dos religiosos, de todos os evangelhos reunidos, quatro deles "foram voando sozinhos até o altar". Há também a versão que defende que os apócrifos caíram do altar, restando os quatro "escolhidos". Outra história diz, ainda, que o Espírito Santo, em forma de pomba, teria aparecido no Concílio e cochichado no ouvido de quatro bispos os nomes dos evangelhos verdadeiros. Verdade ou pura lenda para ocultar os reais motivos da escolha? Não há como saber.







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Segunda-feira, Maio 17, 2004
Mauro Kwitko é Médico, Psicoterapeuta e
Presidente da Sociedade de Psicoterapia Reencarnacionista
Email: maurokwitko@yahoo.com.br


PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA



Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança, mas sendo Deus não um ser, um Homem, um Pai, mas um Todo energético, a Perfeição, a Energia Primária, o conjunto de tudo que existe no Universo, uma Totalidade Absoluta, e o ser humano uma micro-manifestação dessa mesma estrutura energética "divina"... o Homem portanto é realmente a Sua imagem e a Sua semelhança. Mas não apenas o ser humano, como tudo o mais, seja animal, vegetal ou mesmo o inanimado! Podemos nos considerar todos iguais, somos todos irmãos, respiremos ou não, caminhemos sobre pés, patas ou nem caminhemos, tenhamos pele ou casca, geremos filhos ou flores, sejamos de qualquer cor, de qualquer consistência, enfim tudo o que existe não só no nosso planeta, mas em todo o Universo, é semelhante.
Somos paradoxais, pois embora constituídos de energia, somos visíveis. E então os brancos e os negros são iguais, os judeus e os árabes são iguais, os americanos e os iraquianos são iguais, e então somos todos "filhos" da mesma Energia Criadora, que pode-se chamar de Deus, e apenas superficialmente dessemelhantes. Percebe-se como a elevação consciencial da humanidade fará com que encerrem-se os conflitos entre os apenas ilusoriamente diferentes, pois a diferença é uma ilusão.

Quando a Religião e a Ciência falarem a mesma linguagem, nós saberemos que por trás das cascas e dos rótulos somos manifestações variadas de uma mesma realidade, que pode-se chamar de Deus, Brahman, Jeová, ou não se chamar de nome nenhum. E nesse dia a Ciência explicará Deus e nesse dia as diversas religiões se unirão em prol de uma meta comum: a evolução da humanidade, o que foi pregado por todos os criadores dessas religiões, mas quem segue, realmente, o criador de sua religião? Quem cumpre, realmente, o que ele falou? Onde estão o amor, a paz, a igualdade, a fraternidade?

Uma parte da população em nosso planeta acredita na Reencarnação, uma parte ainda apega-se à negação dela. Mas somente a partir da codificação do Espiritismo, elaborado por Allan Kardec, começou-se a ter uma noção mais clara do nosso destino após a morte do corpo físico, o que com a obra de André Luiz (coleção Nosso Lar) ampliou-se enormemente. O grande mérito desses livros psicografados por Chico Xavier é que desmistificam os chamados mundos superiores. Na verdade, o que se aprende nesses livros é que os locais para onde iremos, são extremamente parecidos com a nossa própria realidade terrena. Além do Umbral, onde ficam retidos vibracionalmente os que desencarnam com uma freqüência vibratória muito baixa, existem colônias, cidades e outros locais onde seremos recebidos e aonde teremos oportunidade de refletir e seremos orientados sobre os nossos erros, enganos e ilusões da vida encarnada, Ou seja, algo parecido com as propostas da Psicoterapia Reencarnacionista.

Alguns pacientes durante as sessões de regressão têm descrito esses locais, alguns são Espíritas e outros não, e é impressionante a concordância entre os relatos e o que se aprende nos livros sobre esse assunto. Alguns descrevem uma estadia em locais ainda mais elevados do que o Nosso Lar e isso também está nos livros. Muitas pessoas durante o sono, também dirigem-se para locais do Plano Astral e, algumas vezes, permanecem lúcidos enquanto estão lá ou lembram-se de fragmentos ao acordar, e isso geralmente é interpretado como se fossem sonhos. Através da Transcomunicação Instrumental isso vem sendo comprovado e brevemente, com a ampliação dos contatos, essas realidades irão se generalizando entre as pessoas. Mas isso não é Religião e sim verdades científicas, mas da Ciência do futuro, a Ciência do "invisível".

O grande entrave a um interesse maior e mais decidido por parte da Ciência a respeito dessas questões é justamente o enfoque "religioso" que é dado a elas. É preciso que se desvincule o que é realmente religioso, em seus aspectos filosóficos, morais e éticos, do que é científico, que são as questões da nossa estrutura energética, os chakras, os planos dimensionais, as Terapias Energéticas, etc. A Ciência não pode mais permitir-se uma postura preconceituosa, baseada no raciocínio ¿Não conheço, não acredito, isso não é científico!" O argumento contra essas questões de que elas não têm comprovação científica não tem nenhum valor, pois é verdade que não tem, mas isso deve-se ao enorme atraso da Ciência, que prendeu-se nas amarras do mecanicismo, do visível. E como poderá ter comprovação científica se os cientistas não as forem comprovar? Enquanto continuarem negando-as, elas permanecerão sem comprovação científica! E se ninguém fosse aventurar-se a verificar se realmente o mundo acabava naquele horizonte? E se ninguém fosse mesmo estudar se o Sol é que girava em torno da Terra e não o contrário?


O Tamanho das Pessoas


(Shakespeare)

O tamanho das pessoas varia conforme o grau de envolvimento.
Ela é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
A pessoa se torna pequena para você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.
É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros,
mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.....
É a sua sensibilidade sem tamanho...


Ter fé e orar
ajuda a conseguir forças para superar problemas



Deus, Senhor de toda força e poder, dai-me hoje a segurança do teu amor e a certeza de que estás comigo. Peço ajuda e proteção nesta hora difícil de minha vida, e preciso de tua assistência, do teu amor e de tua misericórdia.
Tiras de mim o medo. Tiras de mim esta dúvida, esclarecendo o meu espírito abatido com a luz que tu iluminaste o teu divino filho JESUS CRISTO aqui na terra. Que eu possa perceber toda a tua grandeza e toda a tua presença em mim, para que eu me sinta fortalecido com tua presença em minha vida, hora por hora, minuto por minuto.
Que eu sinta o teu maravilhoso poder pela oração e com esse poder, espero pelos milagres que podes realizar em favor dos meus problemas. Não me deixes e nem me abandones para que eu não caia no desespero e nem perca a FÉ em ti.

PAI, não me deixes cair, levanta o meu espírito, quando me encontra abatido(a). Entrego-te neste dia a minha vida e de minha família.
LIVRA-ME de minhas moléstias, ainda que seja por um milagre. OBRIGADO, MEU SENHOR, MEU IRMÃO E MEU AMIGO.
SEI QUE VAI ME DAR A SOLUÇÃO DE QUE TANTO PRECISO E DESEJO
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É maravilhoso Senhor:
Meus braços perfeitos
Quando há tantos mutilados.
Meus olhos perfeitos,
Quando tantos não tem luz.
Minha voz que canta,
Quando outras emudecem.
Minhas mãos que trabalham,
Quando tantas mendigam.

É maravilhoso Senhor:
Voltar para casa,
Quando tantos não tem para onde voltar.
É bom: sorrir, amar, sonhar, viver,
Quando tantos choram,
odeiam e revolvem-se em
pesadelos e morrem sem viver.
É maravilhoso Senhor:
Ter um Deus para crer,
Quando tantos não tem
o lenitivo de uma crença.

É maravilhoso Senhor,
Ter tão pouco a pedir,
E tanto para agradecer.



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Sexta-feira, Maio 14, 2004

Banhos Terapêuticos



Tem certas coisas na vida que são muito simples e que proporcionam momentos de indescritível prazer e bem estar, assim tão simples como respirar profundamente sem medo ou opressão, sentir cheiro de flores no jardim, dormir bem em lençóis recém lavados e com cheiro de roupa seca ao sol, beber água fresca sem pressa, acordar com som de pássaros cantando bem cedinho, tomar banho logo ao acordar, voar de asa-delta, deitar na areia da praia e ver a Lua virar Sol e poder olhar o pôr-do-sol cor-de-rosa alaranjado no horizonte sem nenhum obstáculo ou impedimento.

Coisas tão simples que nem preço tem, porque a natureza em sua generosa forma de se relacionar com seus reinos exige apenas o sistema mais antigo que o homem conhece para cobrar pelos seus serviços: a permuta.

O homem, com seu poder de criar suas próprias leis, na tentativa de facilitar estas relações criou sistemas complexos que a cada dia o afasta mais desses benefícios tão simples, pois seus controles consomem tanto tempo que não sobra tempo para aproveitar o que lhe é de direito.


Do nascer ao morrer, esta trajetória que é sua própria vida, começa bem, com liberdade e tempo para se desenvolver, e para isso acontecer com sucesso só precisa de carinho e proteção. À medida que cresce vai se distanciando deste modo natural de viver e o excesso de compromissos e responsabilidades sociais vão tomando cada vez mais parte da sua agenda diária, e diversão que é bom, acabou de acabar. Fica preso na armadilha que precisa ganhar status, dinheiro e poder para um dia poder desfrutar daquilo que sempre foi o seu direito natural, viver bem.

Bom seria voltar nesta rota e começar pelo jeito mais simples de ver as coisas. Voltar. Esta também pode ser uma boa saída para exercitar a flexibilidade e a humildade, talentos encontrados na juventude, que não sente vergonha de errar e começar de novo, até acertar. O medo da crítica e do erro impede muitas vezes a possibilidade do acerto e da conquista. Assim vão se criando tradições cada vez mais severas de comportamento, distantes das antigas, que permitiam ao homem estar mais próximo da vida e do sagrado, da sua origem.

Um destes hábitos antigos, a prática dos banhos medicinais, ao contrário desta corrente de fuga aos hábitos antigos, vem ganhando espaço nos tempos atuais. Hábito da cultura japonesa que se iniciou com os banhos nas fontes termais, bastante abundantes no Japão antigo, hoje quase em extinção devido ao crescimento populacional. Esse hábito saudável com a diminuição das fontes naturais acabou inspirando a criação de banheiras (furô em idioma japonês), que foram sendo construídas ao longo da história de diversos materiais diferentes. Começando pela pedra nas fontes termais evoluiu para o metal, madeira, alvenaria, fibra e atualmente o acrílico.

Além dos benefícios energéticos e filosóficos, os banhos são verdadeiros tratamentos térmicos que promovem desintoxicação e rejuvenescimento orgânico, além de combater o estresse originado no estilo de vida agitado do homem moderno.

Talvez esta seja uma boa hora para voltar e rever a trajetória que se está construindo, brincar de voltar a ser simples e aproveitar mais a vida.

Banhos especiais



A água acalma, tranqüiliza, revigora e só faz bem à saúde. Uma banheira e alguns ingredientes como sais, essências e óleos pode fazer milagres e deixar superzen até o mais estressado dos seres.

O melhor é que banhos terapêuticos podem ser feitos em casa - seja no chuveiro, em uma banheira de hidromassagem ou em ofurô (para quem tiver esse pequeno luxo).

Para aumentar a circulação, ajudar na eliminação das toxinas, prevenir a desidratação e tonturas, o ideal é tomar um chá com molho de soja e gengibre antes do banho. Um pouco de sal na água do banho ajuda a prevenir as tonturas e a fadiga despertada pelo calor. Prefira tomar banho quando estiver de estômago vazio, mas sem muita fome¿, diz ela. Depois de um banho quente, é indicado fazer um repouso breve. Não beba álcool antes de um banho, nem tome banho depois de refeições pesadas. E atenção: cuidado com a temperatura do banho. Ninguém pretende se cozinhar em água fervendo.

No Egito, na Grécia e na Roma Antiga o banho recebia a proteção dos deuses, além dos olhares atentos de ninfas e espíritos guardiões. Na Idade Média, foi visto durante muito tempo como hábito não saudável na Europa Ocidental. Já os índios brasileiros, com a ajuda das nossas riquezas naturais, perpetuaram por séculos a tradição de tomar banho todos os dias. Este ritual, tão rotineiro que muitas vezes sequer recebe a devida atenção, pode ganhar um toque especial com alguns ingredientes, como pétalas de rosas, óleos essenciais e até itens que normalmente se encontram não no banheiro, mas na cozinha: leite, chocolate, vinho, maracujá, mel, chá etc.

- Banho de leite - relacionado à sensibilidade feminina. Cleópatra banhava-se com leite de cabra. Este é um banho que desperta o feminino, hidrata e mexe com todos os sentidos. A pessoa sente-se rei ou rainha.

- Banhos de vinho - O vinho, como contém etanol, inibe o sistema nervoso central, nossa parte mais severa. O banho com ele promove sensação de relaxamento, expansão e tonicidade.

- Banho de chá verde - O chá verde é um excelente antioxidante (substância antienvelhecimento), auxiliando na desintoxicação e na eliminação dos radicais livres.

- Banho de chocolate - indicado para todos os tipos de pele para manter a hidratação.

- Banho de lavanda -A lavanda é relaxante. Para quem tem a pele oleosa, é altamente cicatrizante, antisséptico e antifúngico.

- Banho de mel com maracujá - O mel é hidratante, enquanto o maracujá acalma os sentidos.

Fonte: Nippo Brasil

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ENCERRANDO UM CÍCLO



Sempre é preciso saber Quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso Terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Inicialmente faz-se necessário chamar atenção que o que chamamos de religião tem se manifestado, no decorrer da história e em todas as partes do mundo, em diversificações e diferenças múltiplas. São vários os significados, definições e funções a que se tem atribuido este termo, que como nos diz Ken Wilber (1998) tem sido aplicado a tudo que vai desde crenças dogmáticas a experiencias místicas, de mitologia a fundamentalismo, de idéias mantidas com firmeza a fé apaixonada. Além do mais, existe uma tendência dos estudiosos em separarem o seu conteúdo -como por exemplo crença em anjos, espíritos, etc - da função da mesma - como por exemplo, manutenção da coesão social, etc. - , para chegar a embaraçosa conclusão de que, ainda que o conteúdo seja dúbio, a função é benéfica.
Embora muitos estudiosos tenham já se debruçado sobre o fenômeno religioso, especialmente no que se refere aos povos primitivos, há que se considerar que não é fácil dar uma definição exata sobre o que entendemos por religião. Para alguns o fato religioso abarca temas como magia, o totemismo, o tabú e inclusive a bruxaria, ou seja, tudo o que pode ser englobado dentro do que se considera mentalidade primitiva ou que resulta irracional ou supersticioso. Não fazem diferença entre magia e religião, falam do mágico-religioso ou as consideram geneticamente aparentadas; outros, quando distinguem, as explicam de forma quase similar. Enfim, sobre este tema muito já se investigou e muitos livros já foram publicados mas não se chega a concenso (E.Evans-Pritchard,1991).
Por outro lado, há que considerar, por exemplo, que para chineses, indus, muçulmanos, não existem sinonônimos em suas línguas que correspondam exatamente ao significado formal dado ao nosso termo religião. Considerando todas estas complexiadades é inadequado se apresentar aqui uma definição fechada de religião. Por esta razão, buscamos o conceito apresentado por Frank Usarski (2002), que em sua opinião, busca superar um entendimento pré-teórico que generaliza fenômenos religiosos, sobretudo os de origem cristã, com os quais nós estamos culturalmente acostumados. Assim, o seu conceito contém quatro elementos:
* Primeiro, religiões constituem sistemas simbólicos com plausibilidades próprias;

* Segundo, do ponto de vista de um indivíduo religioso, a religião se caracteriza como a afirmação subjetiva da proposta de que existe algo transcendental, algo extra-empírico, algo maior, mais fundamental ou mais poderoso do que a esfera que nos é imediatamente acessível através do instrumentário sensorial humano;

* Terceiro, religiões se compõem de várias dimensões: particularmente temos que pensar na dimensão da fé, na dimensão institucional, na dimensão ritualista, na dimensão da experiência religiosa e na dimensão ética;

* Quarto, religiões cumprem funções individuais e sociais. Elas dão sentido para a vida, elas alimentam esperanças para o futuro próximo ou remoto, sentido esse que algumas vezes transcende o da vida atual, e com isso tem a potencialidade de compensar sofrimentos imediatos. Religiões podem ter funções políticas, no sentido de legitimar e estabilizar um governo ou de estimular atividades revolucionárias. Além disso, religiões integram socialmente, uma vez que membros de uma comunidade religiosa compartilham a mesma cosmovisão, seguem valores comuns e praticam sua fé em grupos.
Desta forma, o estudo de religiões ou do fenômeno religioso remetido às origens do ser humano neste planteta, se reveste de um nível de complexidade ainda maior. Há que se conceber que a religião geralmente se nos aparece edificada à base de conceitos, de práticas e de um material que, às vezes, pode ser bastante anônimo. E, conceitos e práticas, não se fossilizam; portanto sua recuperação direta para estudo pode ser algo ilusório, deduzido. Apenas os vestígios dos ritos podem ser vislumbrados mediante uma disposição anormal no espaço. Por mais fortuitos que estes sejam, temos que buscar alí as pistas para nos assegurarmos de que algo ocorreu (Loroi-Gourhan, 1983).

Considere-se ainda que, tendo em vista ser a religião algo humano, não há então um fenômeno religioso puro, ou seja, único e exclusivamente religioso. Todo ele possui ao mesmo tempo algo de social, de lingüístico e econômico pois que, no contexto humano, é difícil se abstrair a linguagem e a vida social. Não obstante, a vida religiosa de qualquer grupo humano em sua fase etnográfica contenha sempre um certo número de elementos teóricos de características religiosas tais como símbolos, ideogramas, mitos, entre outros, que são consideradas verdades. No caso dos homens das culturas arcaicas, estas verdades são chamadas hierofanias, ou seja, algo sagrado que se nos mostra. Isto porque tais verdades não somente revelam uma modalidade do sagrado, mas principalmente porque, através delas, o homem se defende contra o insignificante, contra o nada. Sai da esfera do profano (Eliade, 1974a).




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CONVIVER É PERMITIR

Conviver é permitir, que todos tenham chance de participar.
Texto escrito por Roberto Shinyashiki

Conviver não é um ato facultativo em nossas vidas. É vital, seja no ambiente familiar, seja no profissional. Um trabalhador nunca pede demissão da empresa, e sim de seu chefe. A maneira como um líder se relaciona com as pessoas define sua qualidade como profissional e também como ser humano.
O líder precisa se relacionar, seja na sociedade, no trabalho, na família, no relacionamento amoroso! Mesmo que seu ritmo de trabalho seja intenso, é muito importante conversar com as pessoas do seu dia-a-dia. É uma forma saudável de mostrar a todos que os valoriza e também de saber como suas vidas e projetos estão andando.

Conviver é permitir que todos tenham chance de participar da criação dos resultados e se sintam respeitados.

Líderes que não sabem se relacionar são fontes de tensão. Precisamos criar um ambiente saudável. A maioria das empresas e das famílias vive poluída de ressentimento, culpa e insegurança. É nosso dever lutar para que a compreensão e a cooperação imperem no trabalho e em casa.

Precisamos resgatar a beleza da generosidade com pontos de vista divergentes e ter a curiosidade de conhecer uma forma de pensar diferente da nossa. Essas virtudes criam a beleza de nossa passagem por este planeta azul.

Vejamos, então, algumas sugestões de como desenvolver ótimos relacionamentos, dignos de um líder pra valer.
1. Conversar. O casal até conversa sobre decoração, mas quase nada sobre o lar que deseja construir. Os pais orientam os filhos, mas poucos perguntam sobre seus sonhos. Os filhos costumam reclamar que os pais não entendem o que eles dizem, mas não se dispõe ao diálogo. Nas empresas, discutem-se projetos, mas não se abrem espaços para que anseios sejam compartilhados.
Precisamos deixar nossa imaginação voar com um companheiro. Criar tempo para conhecer o outro é fazê-lo entrar em nosso mundo. Conversar, antes de mais nada, é ter curiosidade sobre o mundo do outro, é olhar essa pessoa com os olhos do novo.

2. Confrontar. Acontecimentos desagradáveis ou sem interesse fazem parte de nossa vida. No entanto, é fundamental dizer às pessoas, de maneira direta, firme e clara, quando uma atitude incomoda. Quando não expressamos nosso desagrado, corremos o risco de nos afastar, negando ao outro a oportunidade de nos conhecer.
Aí vai uma sugestão: é fundamental resolver uma questão antes de se iniciar outra. Em geral, a pessoa confrontada põe na mesa outro tema que a incomoda. Mas insista e se comprometa em conversar sobre a insatisfação dele depois. Lembre-se de que cabe à pessoa confrontada a decisão de mudar ou não. Aí, é sua opção continuar ou não com esse relacionamento.

3. Pedir desculpas. Do mesmo modo que é impossível viver sem que alguém pise em nosso calo, é difícil passar pelas pessoas sem cometer algum erro ou sem incomodá-las. No entanto, quando negamos um erro, agravamos a situação.
Reconhecer o próprio erro e pedir desculpas são demonstrações de humildade e de valorização do outro. É ter consciência do mal-estar gerado pela conduta inadequada e assumir o compromisso de agir diferente da próxima vez. É dizer ¿Você é importante para mim¿ de forma sensível.

4. Elogiar. Todo mundo tem necessidade de ser reconhecido, de saber que provoca admiração. A imagem que as pessoas fazem de si mesmas se reflete na forma como elas arriscam na vida. Um colaborador precisa saber que é importante para sua equipe, de maneira a ousar sempre mais.
Quando as pessoas se consideram valorizadas e capazes, as mudanças ficam mais fáceis. E ao elogiar alguém, além de demonstrar suas virtudes, você revela que reconhece um bom profissional. Infelizmente, a maior parte das pessoas acredita que, para ajudar alguém a crescer, é preciso criticar os erros dos outros. As dicas são importantes, mas elogiar é essencial.
Revelar admiração pelas pessoas só enriquece os relacionamentos.

5. Agradecer. Na Índia, alguns mestres dizem que a pessoa iluminada vive em estado de gratidão. Quando se agradece a alguém, reconhece-se a comunhão entre duas pessoas e cria-se a energia que fará a celebração se repetir.
Agradecer é a melhor maneira de aumentar a comunhão com as pessoas que são importantes para você. Mas agradeça também ao seu concorrente, que não deixa você se acomodar. Agradeça àquele comprador difícil, que obriga você a crescer para conquistá-lo. Agradeça aos problemas que o tornam um guerreiro preparado para campeonatos mais difíceis.

6. Pedir ajuda. Todos os seres humanos passam por momentos de fragilidade, insegurança e confusão. Quando isso acontece, há três reações prováveis. Isolar-se, para que os outros não descubram a necessidade de ajuda. Manipular, a fim de que os outros prestem ajuda por se sentirem pressionados pelo medo ou pelo sentimento de culpa. E, a mais indicada, pedir ajuda.
Somente as pessoas com elevada auto-estima são revelam fragilidades e mostram que confiam no outro. Pedir ajuda valoriza os conhecimentos do parceiro, mostrando que suas opiniões e idéias são importantes. E, quando todos se sentem aptos e importantes, a equipe fica mais forte!
Roberto Shinyashiki é conferencista e escritor, autor de 11 livros